Introdução
O servidor MCP do Financeiro Inteligente é um servidor Model Context Protocol remoto que expõe as operações da API pública — contas a pagar e a receber, lançamentos, conciliações, contas financeiras, fluxo de caixa e cadastros — como tools que um cliente de IA pode chamar. Você o conecta por URL; não há nada para instalar.
Ele é servido em host próprio, mcp.finance.kobana.com.br, no mesmo domínio da API, com transporte Streamable HTTP em modo stateless e autenticação por Bearer token emitido para o MCP pela Conta Kobana. Nenhum certificado de cliente está envolvido.
:::info Disponibilidade
O servidor, suas 95 tools, os resources e os prompts estão implementados, e a autenticação é pelo authorization server da Kobana: pelo fluxo OAuth 2.1, em que o cliente recebe só a URL e faz o login sozinho, ou por um token pessoal criado na sua Conta Kobana. A borda dedicada (distribution mcp.finance.*, WAF e DNS) ainda está sendo provisionada.
:::
Quando usar
API REST (/v1) | Servidor MCP (este) | |
|---|---|---|
| Consumidor | seu backend | um cliente de IA (Claude, ChatGPT, uma IDE) |
| Configuração | token e X-Workspace-Id, fora de banda | só uma URL; o workspace vai em cada chamada |
| Transporte | HTTPS/REST | Streamable HTTP (JSON-RPC 2.0) |
| Autenticação | Bearer token emitido para a API | OAuth 2.1 ou token pessoal, sempre emitido para o MCP |
| Autorização | escopo do token | escopo do token e permissões da pessoa |
| Superfície | os endpoints de /v1 | 95 tools, uma por operação desses endpoints, mais resources e prompts sobre elas |
O servidor MCP não substitui a API REST. Cada tool despacha in-process para o endpoint que implementa a operação, então filtros, validação, regras de baixa, rateio e isolamento por workspace são exatamente os mesmos. Se você está escrevendo código, use a API REST. Se está conectando um assistente, use isto.
O princípio
Uma capability só existe no MCP se existir na API pública.
Não há uma segunda implementação de nada. A tool chama o handler do endpoint com a identidade que o token do chamador já provou — a mesma pessoa, a mesma organização, o mesmo workspace —, então ele roda, confere o escopo e audita como faria para qualquer requisição HTTP. Uma tool faz o que o endpoint faz por REST — nunca mais.
A consequência prática: o que hoje só existe no dashboard (aprovar pagamentos, importar extratos, gerenciar membros) não vira tool antes de virar endpoint.
O que você vê é mais estreito que o catálogo
tools/list devolve apenas as tools que este chamador pode rodar: as que os escopos do token alcançam e que a pessoa do token tem permissão de fazer na organização. Um agente não é informado de capacidades que só levariam negativa. Os dois eixos estão em Autenticação.
Primeiros passos
-
Aponte seu cliente para a URL do servidor —
https://mcp.finance.kobana.com.br, sem mais nada. Veja Endpoints e Clientes. -
Autorize. O cliente abre o login da Kobana; entre com uma conta da organização e autorize o acesso. Veja Autenticação.
-
Escolha o workspace. O agente chama
finance_workspaces_liste passa oidescolhido comoworkspace_idnas outras tools. Se você alcança um workspace só, ele é o padrão e o argumento é dispensável. Veja Autenticação → O workspace. -
Liste as tools para confirmar o que o seu acesso alcança — peça ao assistente, ou, com um token emitido para o MCP em mãos:
curl https://mcp.finance.kobana.com.br/ \-H "Authorization: Bearer $MCP_TOKEN" \-H "Content-Type: application/json" \-H "MCP-Protocol-Version: 2025-06-18" \-d '{ "jsonrpc": "2.0", "id": 1, "method": "tools/list" }' -
Explore o catálogo em Tools.
Próximos passos
- Autenticação — o fluxo OAuth, o token pessoal, o workspace, o escopo e as permissões aplicados, e os modos de falha.
- Endpoints — URLs por ambiente e rotas servidas.
- Transporte — JSON-RPC, cabeçalhos e métodos.
- Clientes — como conectar Claude Code e clientes por arquivo.
- Listagem, filtros e campos —
cursor,filters,sort_by,fields. - Idempotência — e as ações que movem dinheiro.
- Resources e prompts — documentos por URI, roteiros prontos, autocomplete e a confirmação de tools destrutivas.
- Erros — os dois canais de falha, e por que a distinção importa.
- Tools — o catálogo completo.